Nem sei como começar, tanto tempo ausente, tanto para contar... Mas afinal para que tudo isto? Para me sentir melhor? Talvez, para dar aos outros a conhecer o que penso? É provável. Na verdade não há nada que me incomode, nada que me faça infeliz, porem mesmo assim não consigo sentir me satisfeita, tiro as minhas próprias conclusões as vezes partilho as, outras vezes guardo as para mim, simplesmente pelo facto de não querer ser julgada pelo que penso, ou se calhar até por medo, medo de magoar, medo de ser magoada, medo de não gostar da resposta. Do que é que estou a falar? Nem eu sei...
Para ser sincera, há tanta coisa que tenho na cabeça, palavras, imagens, atitudes, escolhas, razões, rostos, desejos, sonhos, probabilidades, planos, perguntas... No outro dia dei por mim, tenho 17 anos, em breve irei ter os 18, os dias passam com uma velocidade esmagadora que não me permite parar e pensar, a cada dia que passa a minha bolha imaginável de oxigénio está cada vez menor, uma sensação claustrofóbica acompanha-me diariamente.
É frustrante ver como pessoas a quem confiamos o nosso intimo nos traiam nas costas, ver como aqueles que chamamos 'amigos' nos tirem a vontade de voltar a confiar em quem quer que seja, é frustrante ficar calada a todas estes cenários ridículos, ter que sorrir quando a vontade é de lhes cuspir na cara, e tudo isso porque? Porque não valem a pena o esforço. É simples, e quanto mais simples for mais doloroso se torna.